segunda-feira, 31 de maio de 2010

AS POLÍTICAS MACROECONÔMICAS NA GESTÃO DAS EMPRESAS




A  INFRAESTRUTURA DO BRASIL PARA SEDIAR A COPA DE 2014
E AS OLÍMPIADAS DE 2016 (IMPACTOS DOS EVENTOS NAS EMPRESAS).


 Sediar um evento como a Copa do Mundo e Olimpíadas, não significa apenas jogar em casa. Significa, dentre outros, receber turistas do mundo inteiro, que vai gerar muito investimento para o pais, para isso o Brasil precisa ter infraestrutura. Como se pode perceber toda infraestrutura para receber a copa do mundo de 2014 precisa ser construída. Isso significa que o Brasil precisa de recursos para poder colocar este objetivo em prática. Como o Brasil se propôs a sediar os jogos precisa mostrar aos estrangeiros que o país pode ser bem sucedido em empreitadas como esta. È necessário controlar o uso de recursos para que sejam aplicados de maneira otimizada, formar equipes focadas no evento, coordenar as diversas cidades, meio de transportes, enfim a muito que fazer. E um dos maiores desafios é fazer tudo a tempo. Sob o ponto de vista empresarial a Copa do Mundo e as Olimpíadas devem gerar receitas e colocar inúmeras empresas em ritmo acelerado de crescimento, aumentando sua competividade e abrindo novas oportunidades de negócios.

Motivo pela qual as empresas patrocinam os esportes
Cria-se um cenário positivo para o marketing e atende-se à comunidade de fãs. Grandes corporações gastam dezenas de milhares de dólares em seus orçamentos de marketing com patrocínios esportivos, e não há previsão de redução nesse tipo de gasto. Isto porque, a associação visual com eventos esportivos como copas do mundo e campeonatos internacionais proporciona às empresas patrocinadoras uma alta visibilidade e exposição de marca. Mas, quando executadas corretamente, essas iniciativas criam um cenário ainda mais positivo para a empresa, para o esporte e para as comunidades de fãs que crescem assistindo a esportes. É justamente aí que se encontra a receita para um marketing esportivo realmente bem- sucedido. Para as corporações, a decisão de patrocinar um evento esportivo deve surgir da identificação de valores de marca em comum com o esporte, de uma tentativa de atingir um mercado mais abrangente ou um segmento de mercado específico, ou ainda do desejo de imergir profundamente a empresa na cultura das comunidades ao redor do mundo onde o esporte é praticado.

Investimentos do governo para a Copa do Mundo e das Olimpíadas
De acordo com o GCU (controladoria geral da união) os investimentos previstos são de 17 bilhões, dos quais R$ 11,4 bilhões serão destinados para mobilidade urbana e R$ 5,7 bilhões para os estádios. Os valores e projetos apresentados foram baseados na Matriz de Responsabilidades que é um documento que apresenta os valores a serem investido na copa do mundo de 2014. Ele define o papel dos governos federal, estadual e municipal bem como de agentes privados, na liberação de recursos e na execução de ações. Estes dados serão atualizados no site à medida que novas ações forem incluídas.

Porque compensa investir
Estudo do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) aponta que Olimpíada melhorou a infraestrutura urbana e aumentou o PIB e o emprego nas localidades onde foram realizados os jogos. Brasil também espera resultados. Para o Brasil é mais favorável ainda, porque o País vai sediar dois dos maiores eventos esportivo internacionais nos próximos anos, a Copa do Mundo, em 2014, e a Olimpíada, em 2016.

Setores onde serão feito investimentos:
 Transportes (portos e aeroportos)
 Mobilidade urbana (metrôs, trens, corredores)
 Hotelaria
 Saúde pública                                 
 Segurança pública 
 Rodovias
 Estádios

Impacto da Copa do Mundo e Olimpíadas e seus efeitos econômicos
Não obstante, os impactos da copa do mundo e das olimpíadas na economia devem ocorrer para melhoria da imagem externa do país, bem como para o aumento de negócios internacionais que, principalmente nos últimos anos, vêm apresentando participação brasileira cada vez maior. A Copa do Mundo de 2014 vai gerar R$ 183 bilhões para a economia brasileira, num período de dez anos, a partir de 2010 e até 2019, entre impactos diretos investimentos em infraestrutura, turismo, empregos, impostos, consumo e indiretos, que é a recirculação de todo esse dinheiro no país, o que representa 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) acumulado no mesmo período, segundo estudo realizado por uma consultoria para o Ministério do Esporte. Estes dados foram apresentados no Encontro Técnico de Segurança para a Copa de 2014. Segundo esse estudo, somente em infraestrutura os investimentos projetados chegam a R$ 33 bilhões, incluindo estádios, mobilidade urbana, portos, aeroportos, telecomunicações, energia, segurança, saúde e hotelaria. Isso equivale ao custo de construção de 24 mil quilômetros de estradas pavimentada.

Oportunidades
A chegada destes dois eventos esportivos já começa a trazer “bons ventos” para alguns importantes setores da economia brasileira, tais como o turismo e infra-estrutura, vão gerar renda e empregos.

Turismo
Na parte de turismo, a previsão é de que 600 mil turistas estrangeiros assistam a Copa no Brasil e que três milhões de turistas nacionais se desloquem internamente, o que terá um impacto na economia de R$ 9 bilhões. No consumo, haverá também um fluxo de R$ 5 bilhões, causado pelas obras, que vão gerar empregos e, por consequência uma massa salarial, entre trabalhadores permanentes e temporários. O governo arrecada com os tributos e o dinheiro circula. Somados, esses impactos devem incrementar o PIB em R$ 47,9 bilhões.

Arrecadação de Tributos
Sobre a arrecadação de tributos, a estimativa é que sejam arrecadados R$ 17 bilhões, o que representa mais de 30 vezes os R$ 500 milhões em isenções fiscais que serão concedidas à Federação Internacional de Futebol (FIFA) e empresas por ela contratadas para a realização do Mundial. Somente em tributos federais serão arrecadados com a Copa R$ 11 bilhões, um saldo de R$ 3,5 bilhões em relação aos investimentos federais na realização do campeonato.

Impactos Indiretos da Copa na Economia
De acordo com cálculos do estudo Técnico para a Copa do Mundo, os impactos na economia do país com a recirculação do dinheiro, são calculados em R$ 136 bilhões, até 2019, cinco anos depois da Copa. Um impacto pós-Copa, impossível de dimensionar financeiramente transforma-se em turismo futuro. Além disso, as obras que modernizarão estádios nas 12 cidades-sedes também geram riqueza e impacto no PIB. Este valor, somado aos R$ 47 bilhões dos impactos diretos, leva aos R$ 183 milhões que a Copa vai gerar para o país de acordo com estudos realizados.

As 12 Cidades que serão sede da copa de 2014
As cidades Que sediarão os jogos foram escolhidas através de sorteio na cidade de Natal (RN). São elas:
Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro,
Salvador, São Paulo,
Estas cidades terão que por em prática os muitos projetos para atender as exigências da FIFA. São obras que irão transformar não só os estádios como as próprias cidades, pois altera os meios de transportes, as vias urbanas, hospedagens e tudo o que envolve a capacidade de receber as seleções e os torcedores.

Jogos Olímpicos em 2016 no Rio de Janeiro
Os Jogos Olímpicos apresentarão reflexo mais acentuado sobre a cidade do Rio de Janeiro e seu entorno. Mesmo assim, contribuirão imensamente com o crescimento econômico brasileiro como um todo. Os investimentos, tanto públicos quanto privados, gerarão centenas de milhares de empregos. O país atrairá turista e divisas. O comércio e os serviços (sobretudo o setor hoteleiro e de cruzeiros marítimos) serão estimulados. O Rio de Janeiro e o Brasil serão palco das atenções por parte de bilhões de espectadores do mundo todo, durante quase um mês. Será um marketing extraordinário para a cidade maravilhosa e para os brasileiros.

Obras de infraestrutura da Copa de 2014 servirão para os jogos Olímpicos

Segundo o Senhor presidente Luiz Inácio Lula da Silva, boa parte das obras de infraestrutura que já estão sendo preparadas para a Copa servirão também para os jogos olímpicos.
"Quando estivermos preparando o Brasil para a Copa do Mundo, certamente, que todas as obras que a gente fizer para a Copa do Mundo, com exceção da quantidade de estádios, vão servir para as Olimpíadas", afirmou o presidente durante programa semanal Café com o Presidente.
O presidente acredita que, mais importante do que os R$ 26 bilhões previstos para os jogos é o retorno que as Olimpíadas trarão ao país. Para o presidente temos que perguntar não quanto o Brasil vai gastar, mas quanto o Brasil vai ganhar com a realização das Olimpíadas.

Oportunidades para a Cidade do Rio de Janeiro

A realização dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro deve gerar uma série de benefícios socioeconômicos significativos para o Brasil, para o Estado fluminense e, principalmente, para a cidade. Os efeitos de melhoria vão desde a expansão de serviços até a maior arrecadação de impostos e criação de milhares de vagas de empregos.

Lições que se pode tirar do Pan-Americano
O orçamento inicial era de R$ 414 milhões, foram gastos cerca de R$ 3,3 bilhões no projeto do Pan, segundo levantamento do Tribunal de Contas da União, que apontou falha no processo de organização que acarretaram em um aumento exagerado no custeio do evento, além de comprovar superfaturamento de mais de R$ 2 milhões principalmente nos custos da mão-de-obra. O esvaziamento do investimento da iniciativa privada, que teve que ser coberto por dinheiro do governo federal, do estado e do município, além de empresas estatais como Correios e a Petrobrás, ajudou a aumentar o rombo nos cofres públicos.
Entre as esperanças de um legado que justificasse os gastos, estava a de que a violência diminuiria e a disponibilização dos grandes ginásios e espaços olímpicos às comunidades carentes de acesso ao esporte. Não foi exatamente o que aconteceu. Semanas após o evento, os índices de criminalidade “normalizaram” e ficou claro que tudo não passou apenas de uma trégua para proteger os turistas, e não um legado à população. Com determinados aparelhos esportivos aconteceu o mesmo, o Velódromo, o Parque Aquático Maria Lenk, que desde os Jogos Pan-americanos de 2007 nunca sediou outro evento e se mantém fechado à comunidade vizinha, bem como o Estádio João Havelange, o Engenhão, que após um longo período de ociosidade, teve seu uso concedido ao Botafogo, após licitação.
Não do ponto de vista da competição, mas da organização. Há algumas diferenças entre os dois eventos que torna a Copa do Mundo um projeto mais desafiador. No Pan, estava tudo centralizado na cidade do Rio de Janeiro. Já a Copa envolve um trabalho descentralizado. O Brasil tem que aprender com os erros anteriores, evitando repetir o caso do sistema de segurança dos jogos pan-americanos. Comprado às pressas, seu custo foi 163 vezes acima do previsto.

Conclusão

Neste blog descrevi rapidamente, a importância de ter a oportunidade de se realizar dois grandes eventos como a Copa do mundo e das Olimpíadas no país.
Para mim foi de grande importância estudar o tema, pois me fez analisar uma série de fatores macroeconômicos que estão interligados, um gerando impacto ao outro.
Os eventos fizeram com que o governo melhorasse a infraestrura do país. E no meu ponto de vista ele não pensou só em melhorar a infraestrutura e bem estar da população, mas nos retornos que terá com a realização dos jogos. Isto realmente irá beneficiar a toda população brasileira, os brasileiros terão mais conforto, segurança, empregos e as empresas terão oportunidades de viabilizar seus lucros. Com o crescimento da marca Brasil, os nossos produtos ficarão muito mais atraentes, os turistas que virão nos visitar, vão levar uma boa imagem do país. E tudo isto irá gerar a expansão internacional dos negócios brasileiro.


Referências bibliográficas

http://www.copa2014.org.br/noticias/2341/FIFA+ANUNCIA+OI+COMO+1A+PATROCINADORA+DA+COPA+DE+2014.html Acessado em 24/05/2010

http://www.copa2014.org.br/noticias/Noticia.aspx?noticia=276 Acessado em 24/05/2010

http://colunistas.ig.com.br/guilhermebarros/2009/10/26/nestle-vai-patrocinar-selecao-brasileira-e-copa-de-2014/ acessado em 20/03/2010

http://esportes.jangadeiroonline.com.br/copa-2014/governo-federal-vai-investir-nas-cidades-sede-da-copa-do-mundo-de-2014-7054/ acessado em 23/05/2010

http://portalexame.abril.com.br/blogs/primeiro-lugar/2010/03/01/vivo-vai-patrocinar-museu-do-pele/ Acessado em 24/05/2010

http://www.portaldoeconomista.org.br/publicacoes/270120101454345764.pdf acessado 24/05/2010

http://www.portaltransparencia.gov.br/copa2014/matriz/ acessado em 04/04/2010

http://www.turismo.gov.br/turismo/noticias/todas_noticias/20100506-1.html Acessado em 24/05/2010

Titulo: Introdução à economia: princípios de micro e macroeconomia.

Autor: MANKIW, N. Gregory

Editora: Campus

MONTORO FILHO, André Franco. Contabilidade social: uma introdução à macroeconomia. São Paulo: Atlas, 1994. 140p.






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